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Tag Archives: saúde
Lula deve usar fim da CPMF para rebater críticas da oposição à gestão da saúde
QUE VENHA LULA E SEU DISCURSO FURADO. EM 5 ANOS DE CPMF QUE LULA TEVE, NÃO MUDOU EM NADA A SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL.
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do Valor Econômico
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O governo sinalizou ontem que deverá desenterrar a polêmica que envolveu o fim da CPMF para rebater as críticas da oposição sobre a área da saúde durante a campanha presidencial do ano que vem. Assinante Valor lê mais aqui…
Ministro da Saúde volta a fazer campanha por “nova CPMF”
ATENÇÃO:
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a fazer campanha para criar a “nova CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)”, na manhã desta terça-feira, no Rio de Janeiro durante inauguração do Centro de Pesquisa em Imagem Molecular no Inca (Instituto Nacional do Câncer). Informações Folha On-line
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É hora de reforçarmos o abaixo-assinado. O ministro vem com uma série de argumentos furados e no fim o que ele quer de verdade é mais cobrança sobre o bolso do cidadão. A gente não cansa de dizer (na esperança de que um dia entendam): o Brasil não precisa de mais imposto pra nada, precisa é de boa gestão dos recursos e corte de gastos. Mas isso eu e você já sabemos…
“Recriar a CPMF não traz garantia de mais dinheiro para a saúde”, diz Raul Velloso
Do UOL Notícias
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Consultor econômico especializado em Análise Macroeconômica e Finanças Públicas, Raul Velloso está preocupado com a proposta encampada pelo governo federal de recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), um tributo que considera injusto e incapaz de solucionar os problemas da saúde, além de alimentar o “vício” da vinculação das receitas públicas. “Quando destinamos uma parcela específica de um imposto para determinada área, a chance de aquele recurso ser insuficiente ou exagerado, diante das reais necessidades, é muito maior do que a condição de equilíbrio”, atesta. “Além disso, o governo pode ter outras prioridades”.
Secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no início dos anos 90, Velloso considerada equivocada a tentativa de incluir a proposta no projeto de regulamentação da Emenda 29, que estabelece percentuais mínimos de investimentos federais na saúde. Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista concedida ao UOL Notícias. Leia aqui
Um ministério doente
da Istoé
Enquanto o Brasil perde a batalha contra a gripe suína, o ministro da Saúde se empenha em criar uma nova CPMF e derruba a popularidade de Lula
Na última reunião do Conselho Político da Presidência da República, em Brasília, o debate girou em torno da Saúde. E o nome do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que foi ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso, entrou na discussão. “Eu e três líderes do Conselho dissemos ao presidente Lula que o grande debate eleitoral no ano que vem será nessa área”, contou à ISTOÉ o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). “Dissemos ao presidente que a atual situação da Saúde vai fortalecer a candidatura de Serra em 2010.” Preocupado com o avanço da gripe suína, o vice-presidente da República, José Alencar, também fez uma advertência: “Presidente, o grande debate será mesmo a Saúde”, disse Alencar durante a reunião. Numa atitude surpreendente, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, admitiu que a situação vivida por sua pasta não é boa, mas lavou as mãos e fez uma previsão fúnebre: “Se não houver mais recursos, a pilha de cadáveres vai aumentar no ano que vem.” O problema é que a precária situação da Saúde não está necessariamente ligada à falta de recursos. Leia mais…
Ovo da serpente
de O Globo – Editorial
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A CPMF era denominada contribuição provisória porque somente se justificava por uma situação emergencial. O setor público enfrentava sério desequilíbrio em suas contas e, simultaneamente a um inadiável ajuste fiscal – sem o qual não se conseguiria romper a armadilha do baixo crescimento -, o país precisava socorrer o Sistema Único de Saúde (SUS), perto do colapso.
De provisória, a contribuição quase se transformou em permanente, e isso só não ocorreu porque o Congresso teve a sensibilidade de não aprovar a perpetuação.
Como tributo, a CPMF era uma aberração, que contrariava toda a doutrina defendida pelos especialistas no tema. Trata-se de um tributo em cascata, que, mesmo com uma alíquota baixa, se avoluma em economias mais complexas, com estruturas produtivas que passam por várias etapas, como a brasileira.
Considerando-se que 2009 será um ponto fora da curva, face ao impacto da crise sobre a arrecadação tributária, a receita dos cofres públicos tem crescido bem mais do que a média da economia. Em 2008, tal fenômeno continuou se repetindo, e sem a CPMF, até porque as autoridades fazendárias compensaram essa “perda” (de R$ 40 bilhões) com aumento de outros tributos.
Provavelmente voltará a ocorrer em 2010, quando a crise já tiver sido amortecida.
O ministro da Saúde, José Ramos Temporão, alega que os recursos para o SUS e demais programas públicos de saúde são insuficientes para a demanda existente – mantidos os níveis de eficiência atuais do sistema. Há, de fato, uma elevação de custos porque a medicina tem hoje à disposição tecnologias de tratamento mais sofisticadas, porém que exigem investimentos substanciais, além de maiores despesas de manutenção. No entanto, o governo, ao optar por expansão considerável de despesas, que absorveram todo esse aumento de arrecadação, não privilegiou a saúde.
E, diante da iminência de mais uma crise no setor, o ministro é escalado para defender no Congresso a recriação da CPMF, travestida com outra denominação (CSS) e uma alíquota aparentemente baixa. É uma apelação, uma tentativa de sensibilizar a sociedade pelo desespero do ministro. Ora, só para o funcionalismo o Planalto deu R$ 29 bilhões apenas este ano. O que significa mais de duas vezes o que diz necessitar para a saúde(!).
Em um país como o Brasil, a demanda por serviços públicos pode ser infinita. Não é por aumento da carga tributária que se conseguirá resolver a questão. Embora possa parecer residual, essa nova CPMF seria mais um “ovo da serpente” que acabará dando um bote fatal na galinha dos ovos de ouro, que é o sistema produtivo do país.