Tag Archives: gastos do governo

Governo aumenta gasto com publicidade em 20% em 2010

da Folha

Medida fere limite fixado pela lei, que proíbe elevação da verba em ano eleitoral
Secretaria de Comunicação da Presidência afirma que não vai usar integralmente as autorizações de gastos e, assim, respeitar a legislação


Contrariando limites impostos pela legislação eleitoral, o governo Lula prevê o aumento de 20% dos gastos de publicidade no ano da eleição do seu sucessor. Os números estão na lei orçamentária, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionará nesta semana, com autorizações de gastos para 2010.
A Lei Eleitoral determina que, em ano de pleito, as despesas com publicidade dos órgãos públicos não podem ultrapassar a média dos três anos anteriores ou o valor gasto no ano imediatamente anterior. O limite do governo federal leva em conta ainda os gastos das empresas estatais, cujos números ainda não estão disponíveis.
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o governo não usará integralmente as autorizações de gastos para 2010, de forma a respeitar os limites impostos pela legislação eleitoral. Assinante Folha lê mais aqui

Nenhum comentário

Lula quer criar órgão para liberar obra parada pelo TCU

É de se perguntar o que seria um “órgão inatacável”, criado pela Presidência da República para fiscalizar a Presidência da República…

da Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se limitou a criticar a fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) e, dessa vez, anunciou que quer criar um órgão “tecnicamente inatacável” para decidir sobre questões relativas à paralisação de obras por recomendação do órgão. Lula disse ainda que o governo prepara uma lista de “absurdos” que teriam sido cometidos nos últimos anos.
O presidente e outros ministros como Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) intensificaram as críticas ao TCU principalmente depois que o tribunal finalizou, em setembro, o relatório com auditorias em obras federais. A alegação é que o órgão as atrasa e as torna mais caras. Leia mais…

Nenhum comentário

Excursão presidencial às obras do São Francisco custou pelo menos R$ 400 mil

do Estadão

O governo gastou pelo menos R$ 400 mil com a caravana organizada pelo Palácio do Planalto para levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, para os três dias de excursão pela região do Rio São Francisco, onde são realizadas obras de revitalização e transposição. A estimativa de custo é de assessores do Palácio do Planalto. O cálculo oficial ainda não foi feito pela Casa Civil.(…) Hoje, o PSDB registrará requerimento na Casa Civil pedindo a relação dos custos da caravana de Lula às obras do Rio São Francisco. O partido pretende ingressar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Será a terceira tentativa dos tucanos de enquadrar a ministra Dilma e Lula na Lei Eleitoral – e a sétima da oposição. Leia mais…

Nenhum comentário

Para empresários, corte de gasto público evitaria nova CPMF

da Folha de São Paulo

Problema na saúde é mais “de gestão do que de dinheiro”, diz Paulo Skaf, presidente da entidade

Em reação ao empenho do ministro José Gomes Temporão (Saúde) e de alguns partidos da base aliada do governo em criar uma nova CPMF, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, disse ontem que o problema do setor “é muito mais de gestão do que de dinheiro”.
A entidade diz que, caso a contribuição, batizada agora de CSS (Contribuição Social para a Saúde) com a alíquota de 0,1%, seja aprovada pelo Congresso, as pequenas e médias empresas correm risco de não conseguir se recuperar da crise. A Fiesp afirma ainda que a nova CPMF atingiria toda a cadeia produtiva, trazendo impacto para os produtos finais.
Números da federação mostram que, no primeiro semestre de 2009, somando os gastos com pessoal, previdência e custeio, as despesas do governo federal aumentaram em mais de 10%, cerca de R$ 24 bilhões (descontada a inflação), em relação ao primeiro semestre de 2008. “O governo deveria melhorar a gestão e cortar gastos públicos onde cabe. CSS é, na verdade, “Contra o Seu Salário’”, disse Skaf.
Ele lembrou também que a participação da arrecadação federal no PIB saltou de 22%, há 20 anos, para 38%, atualmente. “E a sociedade ainda paga mais, de maneira particular, por saúde, educação, previdência e segurança. Isso é pouco? Por que aumentar os impostos?”
A posição da Fiesp, uma das principais articuladoras pela derrubada da CPMF, recebeu o apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), por exemplo. Em nota, o presidente da Ordem, Cezar Britto, disse que o “país precisa é, na verdade, melhorar, por meio de uma reforma política, a qualidade dos seus representantes para que eles percam de vez a fome de arrecadação e deixem de jejuar no cumprimento de suas missões”. “É a lógica de punir o cidadão porque não se consegue conter a compulsão pelos gastos excessivos”, afirmou.
Ele não descarta a possibilidade de a OAB ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a medida, caso ela venha a ser aprovada pelo Congresso.
O Ministério da Saúde admitiu, por meio da assessoria de imprensa, que o problema do setor é também de gestão, mas reafirmou que falta dinheiro. Segundo dados do ministério, os investimentos do Brasil em saúde correspondem a cerca de 7% dos gastos de países como Canadá e Reino Unido. O Brasil também fica atrás de países como Costa Rica, Panamá, Argentina e México, diz o ministério.
A recriação da CPMF está sendo rediscutida pelos líderes partidários na Câmara com a regulamentação da emenda nº 29, que destina mais recursos para a saúde.

Nenhum comentário

Gastos secretos são quase metade do total das despesas com cartões

do Estadão

Neste ano, compras sob sigilo somaram R$ 15,7 mi; valores protegidos por lei representaram 33,8% em 2008
Levantamento feito no Portal da Transparência com as despesas dos cartões corporativos do governo federal mostra que os gastos sigilosos já representam 44,95% do total de todas essas contas. Até julho de 2009, de um total de R$ 34.975.225,45 com despesas de cartões corporativos, R$ 15.721.590,91 têm seu conteúdo protegido por lei. Esse porcentual chega próximo da metade de tudo o que é gasto com cartão no governo.

Nenhum comentário