Busca
Redes Sociais, Participe!
Deixe sua opinião
Enquete
Loading ...-
Destaques
Arquivos
- Setembro 2010
- Agosto 2010
- Junho 2010
- Maio 2010
- Abril 2010
- Março 2010
- Fevereiro 2010
- Janeiro 2010
- Dezembro 2009
- Novembro 2009
- Outubro 2009
- Setembro 2009
- Agosto 2009
- Julho 2009
- Junho 2009
- Maio 2009
- Abril 2009
- Março 2009
- Fevereiro 2009
- Janeiro 2009
- Dezembro 2008
- Novembro 2008
- Outubro 2008
- Setembro 2008
- Agosto 2008
- Julho 2008
- Junho 2008
- Maio 2008
- Abril 2008
Tag Archives: CSS
Um ministério doente
da Istoé
Enquanto o Brasil perde a batalha contra a gripe suína, o ministro da Saúde se empenha em criar uma nova CPMF e derruba a popularidade de Lula
Na última reunião do Conselho Político da Presidência da República, em Brasília, o debate girou em torno da Saúde. E o nome do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que foi ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso, entrou na discussão. “Eu e três líderes do Conselho dissemos ao presidente Lula que o grande debate eleitoral no ano que vem será nessa área”, contou à ISTOÉ o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). “Dissemos ao presidente que a atual situação da Saúde vai fortalecer a candidatura de Serra em 2010.” Preocupado com o avanço da gripe suína, o vice-presidente da República, José Alencar, também fez uma advertência: “Presidente, o grande debate será mesmo a Saúde”, disse Alencar durante a reunião. Numa atitude surpreendente, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, admitiu que a situação vivida por sua pasta não é boa, mas lavou as mãos e fez uma previsão fúnebre: “Se não houver mais recursos, a pilha de cadáveres vai aumentar no ano que vem.” O problema é que a precária situação da Saúde não está necessariamente ligada à falta de recursos. Leia mais…
Maioria dos brasileiros é contra criação de nova CPMF, diz pesquisa
da Folha On-line
>
A maioria dos brasileiros rejeita a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), conhecida por nova CPMF, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. A pesquisa mostra que 53,9% dos entrevistados é contra a recriação da contribuição, enquanto 37,1% concordam com o seu retorno –que será discutido pelo Congresso Nacional. Outros 9,1% não responderam à pergunta. Leia mais…
Ovo da serpente
de O Globo – Editorial
>
A CPMF era denominada contribuição provisória porque somente se justificava por uma situação emergencial. O setor público enfrentava sério desequilíbrio em suas contas e, simultaneamente a um inadiável ajuste fiscal – sem o qual não se conseguiria romper a armadilha do baixo crescimento -, o país precisava socorrer o Sistema Único de Saúde (SUS), perto do colapso.
De provisória, a contribuição quase se transformou em permanente, e isso só não ocorreu porque o Congresso teve a sensibilidade de não aprovar a perpetuação.
Como tributo, a CPMF era uma aberração, que contrariava toda a doutrina defendida pelos especialistas no tema. Trata-se de um tributo em cascata, que, mesmo com uma alíquota baixa, se avoluma em economias mais complexas, com estruturas produtivas que passam por várias etapas, como a brasileira.
Considerando-se que 2009 será um ponto fora da curva, face ao impacto da crise sobre a arrecadação tributária, a receita dos cofres públicos tem crescido bem mais do que a média da economia. Em 2008, tal fenômeno continuou se repetindo, e sem a CPMF, até porque as autoridades fazendárias compensaram essa “perda” (de R$ 40 bilhões) com aumento de outros tributos.
Provavelmente voltará a ocorrer em 2010, quando a crise já tiver sido amortecida.
O ministro da Saúde, José Ramos Temporão, alega que os recursos para o SUS e demais programas públicos de saúde são insuficientes para a demanda existente – mantidos os níveis de eficiência atuais do sistema. Há, de fato, uma elevação de custos porque a medicina tem hoje à disposição tecnologias de tratamento mais sofisticadas, porém que exigem investimentos substanciais, além de maiores despesas de manutenção. No entanto, o governo, ao optar por expansão considerável de despesas, que absorveram todo esse aumento de arrecadação, não privilegiou a saúde.
E, diante da iminência de mais uma crise no setor, o ministro é escalado para defender no Congresso a recriação da CPMF, travestida com outra denominação (CSS) e uma alíquota aparentemente baixa. É uma apelação, uma tentativa de sensibilizar a sociedade pelo desespero do ministro. Ora, só para o funcionalismo o Planalto deu R$ 29 bilhões apenas este ano. O que significa mais de duas vezes o que diz necessitar para a saúde(!).
Em um país como o Brasil, a demanda por serviços públicos pode ser infinita. Não é por aumento da carga tributária que se conseguirá resolver a questão. Embora possa parecer residual, essa nova CPMF seria mais um “ovo da serpente” que acabará dando um bote fatal na galinha dos ovos de ouro, que é o sistema produtivo do país.
Falta de gestão
![]() |
| De Charges |
de O Globo – Panorama Econômico
>
Enquanto no Congresso se discute a criação de uma nova contribuição para financiar a saúde, a falecida CPMF continua embutida em contratos do governo.
Em julho, com base em informações do TCU, o GLOBO revelou que isso acontecia de forma generalizada, com prejuízo de milhões para os cofres públicos. O Ministério do Planejamento mandou os mais de três mil gestores de contratos providenciar o estorno imediato dos valores cobrados indevidamente.
Mas pelo jeito essa recomendação não está sendo seguida à risca. Na semana passada, o TCU concluiu auditoria que identificou mais uma cobrança irregular do tributo extinto. O contrato é de responsabilidade da Ceron, subsidiária do grupo Eletrobrás, para obras do programa “Luz para Todos”, de universalização do acesso à energia.
‘Seria muito mais fácil melhorar a gestão do que criar um imposto’
de O Globo
>
Pesquisador diz que há desperdício tanto no setor público quanto no privado
Doutor em Economia da Saúde e um dos autores da pesquisa “Desempenho hospitalar no Brasil: em busca da excelência”, encomendado pelo Bird para avaliar o sistema de saúde brasileiro, o pesquisador Bernard Couttolenc considera injusto criar uma nova CPMF.
- Acho injusto procurar no aumento de tributos uma forma de compensar deficiências da aplicação de recursos da saúde. Está claro que a população está cansada de pagar impostos.
Couttolenc, que realizou um estudo de quatro anos sobre o sistema hospitalar no Brasil, presta consultoria para entidades públicas e privadas de saúde, com vistas a melhorar o desempenho e o uso dos recursos.
No estudo divulgado ano passado, ele concluiu que o país gasta mal em saúde. Há desperdício de dinheiro, deficiências estruturais e má gestão.
- Os atores da saúde se preocupam muito com mobilizar mais recursos e pouco com a aplicação eficiente desses recursos.
O desperdício não é uma característica só do governo federal ou do poder público. O sistema privado de saúde também desperdiça muito.
O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Januário Montone, também é contra o novo imposto. Presidente da Fundação Nacional de Saúde (FNS) na época em que o ministro era o governador José Serra (PSDB), Montone foi voto vencido na última reunião dos secretários de saúde, que optaram por defender a criação do imposto.
- O imposto não vai ajudar em nada. A postura do governo acabou com a discussão se nós temos problema na saúde. Parece que é um problema só de dinheiro – disse Montone, que, no entanto, defende mais recursos: – Sob qualquer parâmetro, o Brasil gasta pouco. Destina pouco de seu orçamento e gasta menos do que poderia.
Para ele, a conta não poderia ser paga pelo contribuinte:
- Com a proposta da nova CPMF, o governo tira do bolso do cidadão o que ele próprio deveria pôr na saúde. Leia mais…
