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Arrecadação federal chega a R$ 70,9 bi e bate recorde em abril

Do portal Veja.com

18 de maio de 2010

A arrecadação do governo federal com impostos cresceu 16,75% em abril, totalizando 70,906 bilhões de reais – o melhor resultado da história para o período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. Em relação a março deste ano, a alta na arrecadação chegou a 18,66%.

No acumulado de janeiro a abril, as receitas federais somaram 259,187 bilhões de reais, o que significa uma alta real de 12,52% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Os dados são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a série histórica da Receita, a arrecadação de abril é recorde para o mês. O crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior também é o maior dos últimos meses. Em janeiro, a alta foi de 13,64%, em fevereiro, de 13,23% e em março, de 6,08% Em abril do ano passado, a arrecadação havia somado 60,733 bilhões de reais em dados corrigidos pela inflação.

A Receita Federal atribuiu o bom desempenho da arrecadação, em abril, à recuperação dos principais indicadores macroeconômicos. Entre eles, a Receita citou a produção industrial, a venda de bens e a massa salarial, que impactaram positivamente a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição previdenciária, tributos considerados “termômetros” do ritmo da atividade econômica.

“Esse resultado decorreu, fundamentalmente, da recuperação dos principais indicadores macroeconômicos que influenciam a arrecadação de tributos”, afirmou a Receita em nota.

A arrecadação da Cofins apresentou um crescimento real de 15,35% em relação a abril do ano passado. O PIS cresceu 13,04%. O IPI automóveis registrou crescimento de 93,23%; o de bebidas, 22,19% e o dos demais produtos teve uma expansão de 17,51%.

A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica teve uma expansão no período de 13,97% e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 9,88%. De acordo com dados da receita, do total de 28,848 bilhões de reais de aumento da arrecadação no ano, 8,985 bilhões de reais se devem a Cofins e ao PIS. A receita previdenciária vem em segundo lugar, com um crescimento de 5,932 bilhões de reais em relação ao mesmo período do ano passado.

(Com agências Reutes e Estado)

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Desrespeito ao contribuinte

Do Blog Democratas

Reportagem de hoje, 28, de O Globo aponta que Governo Federal simplesmente não sabe identificar o destino de R$ 17,3 bilhões repassados a estados, municípios, ONGs e centrais sindicais.

Segundo a matéria, levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que, em outubro de 2009, 44.819 prestações de contas sobre o dinheiro aguardavam o exame de órgãos federais. O volume de recursos sem fiscalização subiu 30% em relação a 2008, quando projetos com prestações de contas abertas somavam R$ 13,342 bilhões. Sem fiscalização, é impossível saber se a verba foi aplicada corretamente nos projetos financiados pela União, assim como punir eventuais desvios.

Para os parlamentares federais do DEM, que já vêm denunciando há anos o descaso com o dinheiro do contribuinte, a reportagem de hoje não aponta grandes novidades. Para se ter uma ideia, no ano passado, em resposta a um requerimento de informação do Líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado, o Ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, reconheceu que, não obstante a vultosa quantia que vem sendo repassada a entidades ligadas ao MST, grande parte dos recursos ainda não teve a sua aplicação comprovada, justamente pela falta de estrutura de fiscalização.

Já no tocante às centrais sindicais, é preciso lembrar que o Governo Federal, por meio da sua base de apoio no Congresso Nacional, trabalhou dia e noite para viabilizar a aprovação a Lei nº 10.628/08, que assegurou o repasse de parte da contribuição sindical às centrais sindicais. Surpreendentemente, o Presidente Lula, ao apreciar o projeto que deu origem à Lei nº 10.628/08, vetou tão-somente a parte que impunha ao TCU a fiscalização da gestão dos recursos oriundos do imposto sindical às centrais. Ou seja: por meio do veto presidencial, as centrais recebem dinheiro público, mas não se submetem ao qualquer controle do Tribunal de Contas: é o bônus sem o ônus!

Em suma, senhor contribuinte, não há dúvidas de quão perdulário é o Governo Federal, uma vez que confunde a inegável necessidade de se investir em setores estratégicos com a gastança desenfreada sem qualquer tipo de controle. Sem qualquer tipo de controle e sem qualquer outra preocupação com você, responsável por pagar a conta.

O DEM não arredará pé da sua luta pelo fortalecimento dos órgãos de controle externo da gestão do patrimônio público, pois está certo de que a sociedade, como financiadora das ações estatais, não pode prescindir de tão importantes mecanismos de fiscalização da res publica.

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Após 11 meses em queda, arrecadação volta a subir em outubro

do G1

Após 11 meses em queda por conta dos efeitos da crise financeira internacional, a arrecadação de impostos e contribuições federais, além das “demais receitas” (concessões e royalties, entre outros) se recuperou em outubro e voltou a subir, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Receita Federal nesta segunda-feira (23). No mês passado, de acordo com o Fisco, a arrecadação somou R$ 68,8 bilhões, o que representa um crescimento real (após o abatimento da inflação) de 0,90% contra o mesmo mês de 2008. Clique aqui para continuar lendo…

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Cada brasileiro pagou R$ 2.711,22 em tributos no primeiro semestre

do UOL Notícias

A carga tributária brasileira per capita atingiu R$ 2.711,22 no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados divulgados pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) nesta segunda-feira (14).

No mesmo período do ano passado, cada brasileiro havia pago R$ 2.722,01 em impostos, taxas e contribuições, o que significa que houve queda de 0,40% (R$ 10,79) no montante desembolsado por cada cidadão neste ano.

Arrecadação tributária

Nos seis primeiros meses deste ano, os tributos federais somaram R$ 350,11 bilhões, o que representa 67,43% dos R$ 519,24 bilhões totais. Os estaduais somaram R$ 140,59 bilhões, ou 27,08% do total, e os municipais representaram R$ 28,55 bilhões, ou 5,50%.

No mesmo período de 2008, os tributos federais totalizaram R$ 353,82 bilhões (68,55% dos R$ 516,13 bilhões), os estaduais somaram R$ 134,33 bilhões (26,03%) e os municipais representaram R$ 27,98 bilhões (5,42%).

De acordo com o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, houve crescimento nominal da arrecadação (de R$ 516,13 bilhões para R$ 519,24 bilhões) porque somente a União promoveu medidas de desoneração tributária em meio à crise. “Os Estados nada fizeram para auxiliar a sociedade no combate à crise”, afirmou.

Para exemplificar, ele citou o caso do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotivo), que tiveram crescimentos de 2% e 16%, respectivamente, entre o primeiro semestre de 2008 e de 2009.

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Nova CPMF para a gastança

do Estadão – Editorial

Saúde é pretexto. O presidente Lula quer mesmo é arrecadar mais dinheiro para sustentar a gastança eleitoral. Será essa a destinação principal da nova CPMF, se o Congresso aprovar a recriação desse tributo, agora batizado como Contribuição Social para a Saúde (CSS). O governo federal não precisa de mais impostos para financiar os programas sociais mais importantes. Recursos não faltam. Só falta usá-los corretamente, evitando esbanjamentos e reorientando as despesas. Mas essa não é a especialidade mais aplaudida no Palácio do Planalto. Se fosse, o governo teria investido muito mais, em vez de elevar as despesas de custeio, como resposta à crise econômica iniciada há cerca de um ano.
(…)
Quase todos os países – desenvolvidos e em desenvolvimento – foram afetados pela recessão. O impacto foi menor em vários emergentes, mas nenhum ficou livre de problemas. A maior parte desses países tem carga tributária menor que a brasileira, alguns têm exibido um desempenho pior que o do Brasil, e nem por isso deverão adotar novos impostos. Não precisarão disso porque seus governos, pelo menos aqueles conhecidos pela boa administração, costumam tratar de outra forma os problemas de alocação de recursos.
O presidente Lula nunca parou de se queixar da extinção da CPMF. Não tomou a iniciativa formal de propor a sua recriação, deixando o trabalho para os parlamentares aliados. Para que deveria assumir a responsabilidade por essa medida tão antipática às pessoas sensatas e informadas? Não se responsabilizou, mas sempre agiu a favor da instituição da CSS.
(…)
Mas é preciso barrar já na Câmara dos Deputados esse novo assalto ao contribuinte. A arrecadação federal cresceu em 2008, apesar da extinção da CPMF, e voltará a crescer com a recuperação da economia. A CSS terá o mesmo fato gerador do imposto do cheque, a mera movimentação de recursos. Isso é uma aberração em termos tributários. Incidirá em cascata – outra aberração.
Mas será, acima de tudo, mais um fator de alimentação da gastança. Nada impede o governo e seus aliados de atribuir mais dinheiro à saúde, à educação e aos objetivos considerados mais nobres, quando se elabora o orçamento. É uma questão de competência administrativa, de decência política e de respeito aos cidadãos. A arrecadação de um tributo a mais, mesmo carimbado para a saúde, no fim das contas, liberará verbas para a gastança e para a lambança. O Brasil trabalhador e produtivo apenas perderá com isso. Ganharão os habituais cupins do Tesouro. (leia na íntegra)

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