Busca
Redes Sociais, Participe!
Saiba mais
Nós apoiamos
Deixe sua opinião
Enquete
Loading ...-
Destaques
- A verdade sobre a queda tributária de 2009
- Alienação tributária
- “Impostos menores reduziriam pirataria”
- O impacto dos tributos no valor final dos produtos
- Impostômetro atinge marca de R$ 800 bilhões arrecadados em todo o país
- Proposta prevê devolução de impostos pagos por contribuintes de baixa renda
Arquivos
- Setembro 2010
- Agosto 2010
- Junho 2010
- Maio 2010
- Abril 2010
- Março 2010
- Fevereiro 2010
- Janeiro 2010
- Dezembro 2009
- Novembro 2009
- Outubro 2009
- Setembro 2009
- Agosto 2009
- Julho 2009
- Junho 2009
- Maio 2009
- Abril 2009
- Março 2009
- Fevereiro 2009
- Janeiro 2009
- Dezembro 2008
- Novembro 2008
- Outubro 2008
- Setembro 2008
- Agosto 2008
- Julho 2008
- Junho 2008
- Maio 2008
- Abril 2008
Monthly Archives: Março 2010
Desrespeito ao contribuinte
Do Blog Democratas
>
Reportagem de hoje, 28, de O Globo aponta que Governo Federal simplesmente não sabe identificar o destino de R$ 17,3 bilhões repassados a estados, municípios, ONGs e centrais sindicais.
Segundo a matéria, levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que, em outubro de 2009, 44.819 prestações de contas sobre o dinheiro aguardavam o exame de órgãos federais. O volume de recursos sem fiscalização subiu 30% em relação a 2008, quando projetos com prestações de contas abertas somavam R$ 13,342 bilhões. Sem fiscalização, é impossível saber se a verba foi aplicada corretamente nos projetos financiados pela União, assim como punir eventuais desvios.
Para os parlamentares federais do DEM, que já vêm denunciando há anos o descaso com o dinheiro do contribuinte, a reportagem de hoje não aponta grandes novidades. Para se ter uma ideia, no ano passado, em resposta a um requerimento de informação do Líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado, o Ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, reconheceu que, não obstante a vultosa quantia que vem sendo repassada a entidades ligadas ao MST, grande parte dos recursos ainda não teve a sua aplicação comprovada, justamente pela falta de estrutura de fiscalização.
Já no tocante às centrais sindicais, é preciso lembrar que o Governo Federal, por meio da sua base de apoio no Congresso Nacional, trabalhou dia e noite para viabilizar a aprovação a Lei nº 10.628/08, que assegurou o repasse de parte da contribuição sindical às centrais sindicais. Surpreendentemente, o Presidente Lula, ao apreciar o projeto que deu origem à Lei nº 10.628/08, vetou tão-somente a parte que impunha ao TCU a fiscalização da gestão dos recursos oriundos do imposto sindical às centrais. Ou seja: por meio do veto presidencial, as centrais recebem dinheiro público, mas não se submetem ao qualquer controle do Tribunal de Contas: é o bônus sem o ônus!
Em suma, senhor contribuinte, não há dúvidas de quão perdulário é o Governo Federal, uma vez que confunde a inegável necessidade de se investir em setores estratégicos com a gastança desenfreada sem qualquer tipo de controle. Sem qualquer tipo de controle e sem qualquer outra preocupação com você, responsável por pagar a conta.
O DEM não arredará pé da sua luta pelo fortalecimento dos órgãos de controle externo da gestão do patrimônio público, pois está certo de que a sociedade, como financiadora das ações estatais, não pode prescindir de tão importantes mecanismos de fiscalização da res publica.
O direito de investir no pré-sal
Por Paulo Rabello de Castro
>
Devemos permitir que todo participante do FGTS possa adquirir ações da Petrobras, até o que não investiu em 2000
>
NA SEMANA passada, a Câmara votou a favor da participação do trabalhador-investidor na próxima capitalização da Petrobras, em razão da captação de enormes recursos para a exploração do óleo do pré-sal. Nesta coluna, protestei contra a posição anterior dos deputados que ainda pretendiam excluir o trabalhador do direito de subscrever novas ações. O erro dos parlamentares era elementar: quem já usara seu FGTS para comprar ações em 2000, quando a Petrobras fez uma grande captação em Nova York, permitindo que brasileiros também participassem daqui, tem direito de voltar a investir, até para não ser diluído como investidor.
A matéria segue para o Senado, onde espero que seja aperfeiçoado o dispositivo que faculte aos brasileiros deterem um pedaço da empresa que os políticos afirmam “pertencer ao Brasil”. Esse pertencimento tem que ser mais do que uma vaga noção patriótica. Deve se traduzir na posse democratizada dos ativos tangíveis do país.
Essa é uma luta contra os arquétipos escravagistas ainda arraigados em nossa brasilidade exclusivista. Desde Joaquim Nabuco, e antes dele, muito se lutou para que brasileiros fossem detentores, pelo menos, de sua própria vida e liberdade. Hoje, a luta é contra a escravidão econômica: o capital intelectual do país se distribui mal, pela exclusão educacional e digital; o capital imobiliário, pior ainda (o brasileiro mal descobre o direito à propriedade); e o capital acionário está concentrado em poucas mãos.
O FGTS nada mais é que um engenhoso fundo de acesso ao capital social, lançado pioneiramente nos anos 60. Precisa ser modernizado com a aplicação de meios diversificados de fomento ao trabalhador para este começar a investir no capital corporativo.
O Senado deve rever, ampliando seu escopo, o direito de participação dos detentores de FGTS na emissão que capitalizará a Petrobras. Mesmo quem não comprou antes tem o direito de investir agora. Devemos permitir que qualquer participante do FGTS, mesmo não sendo detentor de cota do FMP-Petrobras, possa adquirir ações. Não há razão para excluir o trabalhador que não investiu em 2000. Já esclareci nesta coluna por que a maioria dos trabalhadores de chão de fábrica NÃO utilizou seu FGTS em 2000. Na ocasião, fomos ao encontro de diversos grupos de trabalhadores para esclarecer sobre a boa oportunidade de comprar Petrobras com FGTS. Mas o governo só nos concedeu 20 dias para esclarecer uma ideia tão nova e aparentemente tão perigosa. Resultado: uma minoria adquiriu Petrobras.
É o que os especialistas chamam de “assimetria informacional”. Num universo de milhões de contas de FGTS, só 300 mil (os empregados de escritórios, mais informados) investiram. A exclusão persistiu e persiste até hoje. Ainda não houve a esperada democratização do capital produtivo.
Dessa vez, o Senado deve estabelecer um adequado período de disseminação da informação sobre essa oportunidade de investimento. Essa é a grande chance que temos de resgatar o prejuízo histórico no FGTS, do trabalhador que, por décadas a fio, foi tão mal remunerado pela poupança obrigatória que fez. A campanha de esclarecimento pode ainda contar com parceiros privados, como a BM&FBovespa, engajada há tempos na luta por democratizar o capital acionário. É em situações práticas como essa que se mede a real disposição de nivelar as oportunidades de ascensão econômica entre todos os brasileiros.
Mantega, o assopra e morde?
do RADAR ON-LINE – Veja
Lauro Jardim
Empresários de Santa Catarina que tiveram prejuízos com as enchentes do final de 2008 estão irritados com a Receita Federal. Eles acusam o Fisco de descumprir um acordo que prorrogou por seis meses a cobrança de tributos federais lançados entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. Na tragédia, morreram mais de 100 pessoas e a economia local foi abalada.
Segundo o empresariado, o governo estaria exigindo juros e multando as empresas de 14 municípios atingidos pelas enchentes mesmo com o acordo, assinado por Guido Mantega, que previa o adiamento da cobrança.
No mês passado, entidades de classe e a seccional da OAB de Blumenau chegaram a divulgar uma nota pública com críticas ao ministério. Agora, resolveram atuar através da Câmara.
A pedido deles, o líder do DEM, o catarinense Paulo Bornhausen, apresentará amanhã um requerimento em que pedirá explicações de Mantega sobre o cumprimento do acordo.
Projeto pretende ressarcir impostos para famílias de baixa renda
- A grande perversidade da gigantesca carga tributária que sufoca o contribuinte brasileiro, é que quem mais paga imposto neste país é o pobre.
A afirmação é do líder dos Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), que apresentou, na quarta-feira (3), Projeto de Lei ressarcindo os brasileiros reconhecidamente pobres do valor de todos os tributos, diretos e indiretos, federais, estaduais, distritais e municipais, incidentes na aquisição de bens e serviços no mercado nacional.
- Estamos corrigindo uma injustiça que o governo Lula insiste em cometer. Até quem recebe a Bolsa Família é penalizado, pagando mais de 50% de impostos em cima de seu rendimento da Bolsa – frisa o deputado Paulo Bornhausen.
O projeto prevê o ressarcimento estimado em R$ 3 bilhões anuais e a verba para o ressarcimento desses impostos às famílias de baixa renda deverá vir de um fundo específico a ser criado por lei com valores de recursos excedentes de royalties do petróleo do Pré-Sal. O pagamento será feito pela Fazenda Nacional, em espécie, ao contribuinte independente de requerimento. A identificação dos brasileiros de baixa renda será feita inicialmente por cadastros governamentais.
“Nós derrubamos a CPMF e vamos promover a mais justa reforma fiscal deste país, livrando o pobre dessa absurda carga tributária”, enfatiza Bornhausen.

