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Monthly Archives: Outubro 2008
Classes C e D já cortam gastos devido à crise, diz pesquisa
A crise é real e já afeta o bolso do povo.
Pesquisa realizada pelo Ibope em cinco capitais e no Distrito Federal mostra que a crise financeira internacional já bateu às portas das classes C e D, que começaram a cortar itens de suas cestas de consumo (inclusive alimentos) e mostrar preocupação com uma inflação maior e um crescimento menor da economia.
Dos 400 entrevistados, 26% dizem que reduziram as compras de alimentos da cesta básica, e 24% deixaram de gastar com itens de lazer.
Gastos públicos cresceram 10% até agosto
Do jornal Folha de São Paulo
Apesar da insistência do governo de que os gastos públicos crescem menos que o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), as despesas estão maiores neste ano. Os gastos de custeio, excluídos os investimentos já realizados, tiveram aumento de 10% de janeiro a agosto.
A comparação feita pelo Tesouro Nacional e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para demonstrar que houve queda nos gastos usa como base a previsão de crescimento do PIB nominal, de 12,6%. O PIB nominal é calculado pelo crescimento da economia, mais o aumento de preços medido pelo IBGE, um índice conhecido como deflator do PIB. É unânime entre os economistas que a apresentação de um resultado real desconta só a inflação do período, medida pelo IPCA ou pelo IGP. O IPCA de janeiro a agosto foi de 4,48%.
Os gastos federais somaram R$ 306,8 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. Os dados de setembro ainda não foram divulgados.
A maior despesa do Poder Executivo é com a folha de salários dos servidores, de R$ 82,1 bilhões até agosto.
Mercado prevê alta da inflação
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E agora? Como o governo vai combater a inflação?
ESTADÃO
A disparada do dólar levou economistas a refazerem as contas para a inflação. A percepção é que o câmbio mais alto vai pressionar os preços nos próximos meses. Esse diagnóstico se refletiu na pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central, na qual analistas de bancos aumentaram de 4,80% para 4,90% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009. Foi a primeira alta após cinco semanas de redução.
A pressão sobre os preços coloca uma dificuldade adicional para o BC, que na próxima semana decidirá a taxa básica de juros, a Selic, nos 45 dias seguintes. A Selic, atualmente de 13,75% ao ano, é o principal instrumento usado pelo BC para conduzir a inflação para a meta definida pelo governo. A despeito da pressão sobre a inflação, ganha força a previsão que o BC deve ser menos rígido com os juros nos próximos meses para não agravar o problema, considerado mais urgente, da falta de liquidez na economia.
A próxima vítima pode ser o seu salário
Fonte: New York Times
David Leonhardt
É possível imaginar que a crise de crédito talvez possa se amenizar com as medidas já tomadas pelos governos . Mas uma das grandes lições dos últimos 12 meses foi a de não subestimar a severidade dos problemas econômicos. Eles vão bem além do setor de habitação e de Wall Street.
Assim, qual deve ser a próxima área varrida pela crise? É provável que ela venha a girar em torno da pior queda nos salários desde – e você sabia que essa comparação viria- a Grande Depressão dos anos 1930.
A queda atual não será tão catastrófica quanto a ocorrida durante a Depressão, mas também será bem diferente de qualquer coisa que o país tenha enfrentado por um longo período.
A renda do domicílio médio norte-americano, ou seja, o domicílio localizado no ponto médio da distribuição de renda, provavelmente será mais baixa em 2010 do que uma década antes, um indicador espantoso.
Isso não acontecia desde os anos 30. O salário médio hoje já é um pouco inferior ao de 2000, e em 2010 ele poderá ter caído em mais de 5% ante seu pico anterior.
Caso você estude os resultados das pesquisas de opinião pública das últimas décadas, perceberá que nada prevê o clima da opinião pública como o crescimento da renda.
Quando a renda está crescendo em ritmo vigoroso, como aconteceu na metade dos anos 1980 e no final dos 1990, os norte-americanos tendem ao otimismo. Na mais recente pesquisa de opinião pública do “New York Times” e da rede de TV CBS, 89% dos respondentes afirmaram que o país “havia perdido seriamente o rumo”, um nível recorde.
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Quanto custa
Nestes 20 anos de vigência da Constituição Federal (promulgada em 05 de outubro de 1988), houve 13 reformas tributárias, foram criados inúmeros tributos e, hoje, são editadas duas normas tributárias por hora!
Atualmente, as empresas devem cumprir 3.207 normas, o que corresponde a um gasto de cerca de R$ 38 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos para acompanhar as modificações da legislação.
