Monthly Archives: Abril 2008

Carga tributária deve subir este ano, mesmo sem CPMF


Mesmo com a extinção da CPMF, a carga tributária no Brasil deve subir em 2008 para 36,8% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção considera um aumento de quase 1 ponto porcentual do PIB em comparação à estimativa de 35,9% da carga tributária de 2007. A previsão é do especialista em contas públicas e consultor Amir Khair, feita com base nos dados de arrecadação no primeiro trimestre do ano, divulgados na sexta-feira passada.

“O governo não pode perder tempo em começar a desonerar. Tem de ir com coragem”, avalia Khair. Para o consultor, é hora de o governo começar a discutir seriamente uma redução linear (para todos os contribuintes) das alíquotas de alguns tributos, como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Programa de Integração Social (PIS) e a contribuição patronal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “O governo poderia caprichar na política industrial. O governo tem sido modesto na forma de conceder incentivos. Ainda mais agora que precisamos crescer a produção interna e a exportação para compensar a deterioração das contas externas”, ponderaLeia a notícia na íntegra no Estadão

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Brasileiro trabalha 4 meses e 27 dias para pagar impostos

Em 2008, o brasileiro tem que trabalhar quatro meses e 27 dias somente para pagar a carga tributária, o que corresponde a 40,51% da renda bruta durante o ano.Os dados estão em pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, divulgada nesta segunda (28).

Contando a partir de 1º de janeiro, o contribuinte brasileiro terá de trabalhar até 27 de maio para pagar os tributos (impostos, taxas e contribuições) exigidos pelos governos federal, estadual e municipal.

“Comparando com outros países, o brasileiro trabalha mais dias para pagar tributos que mexicanos (91 dias), chilenos (92), argentinos (97), norte-americanos (102) e espanhóis -(137)”, diz Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, em nota oficial do órgão.

Os números vêm aumentado ano a ano. Em 2007, eram quatro meses e 26 dias; em 2006, um dia a menos e, em 2005, eram quatro meses e 20 dias.

O levantamento também foi feito por faixa de renda. Para rendimento de até R$ 3.000 (classe baixa), o trabalhador terá de trabalhar um pouco menos para pagar os impostos: até 20 de maio. Com rendimento acima de R$ 10.000 (classe alta), o contribuinte levará até 1º de junho para pagar as taxas. Mas a carga de trabalho maior está na classe média (de R$ 3.000 a R$ 10.000): será preciso trabalhar até 5 de junho para pagar todos os impostos.

O levantamento utiliza dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística:) e do perfil dos contribuintes da Receita Federal e da Previdência Social.

O IBPT é uma entidade civil que tem por finalidade a elaboração de estudos e análises sobre realidade tributária brasileira.

Fonte: Uol News

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E a inflação…


Do Amarildo

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Democratas exigem redução da carga tributária

 

Todo mundo sabe. Todo mundo já disse, especialistas, economistas, o povo: a reforma tributária que o governo lulopetista quer fazer vai AUMENTAR os impostos, vai AUMENTAR a carga tributária. Vai AUMENTAR o sacrifício do povo brasileiro, do contribuinte que já perde 40% do seu salário para o governo, aos empresários do comércio e da indústria.
Por isso, os democratas NÃO ACEITAM essa reforma do governo.
Para os DEMOCRATAS, quem paga imposto é que pode fazer a verdadeira reforma tributária.
Nós vamos brigar pelo contribuinte brasileiro no Congresso Nacional. Estamos apresentando uma série de emendas para mudar a reforma que penaliza o povo.
A nossa reforma vai exigir a redução dos impostos. Hoje, os municípios são os que mais pagam. É preciso inverter isso. Com menos impostos, o município – e o país – arrecada mais, fica mais rico, mais dinheiro circula na economia das cidades.
E a nossa reforma tem regras para o contribuinte se defender da sanha arrecadadora do governo.

Autor: Deputado Federal Paulo Bornhausen (Democratas-SC)

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Manchete do ano: Inflação dobra e índice de alimentos triplica

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), uma prévia da taxa que orienta o sistema de metas de inflação do governo, mais que dobrou em abril, puxado pelos alimentos, informou ontem o IBGE. Subiu para 0,59% no mês, depois de ter registrado 0,23% em março. No ano, a taxa acumula alta de 2,18% e, nos últimos 12 meses, de 4,94%. A alta dos alimentos triplicou, subindo de 0,40% para 1,28% e respondendo por 47% de todo o IPCA-15 de abril. Somente o pão francês, que ficou 6,95% mais caro, contribuiu com 13% na taxa de abril. Além da alimentação, o índice trouxe outra preocupação: as elevações de preços se espalharam. Ficaram mais caros combustíveis, vestuário, luz e água, produtos de higiene pessoal e remédios. – A taxa veio acima do que o mercado esperava e trouxe um cenário muito ruim para a inflação. Houve altas fortes em outros grupos, como de vestuário, por exemplo. Nessa mesma época em 2007, as roupas subiram apenas 0,43%, contra 1,35% este ano – disse Elson Teles, economista-chefe da Concórdia Corretora. A pressão se espalhou. O economista analisou os números em 12 meses e viu aceleração em todos os grupos de preços. Em duráveis, em roupas e calçados, nos serviços. Apenas nos preços administrados, aqueles controlados pelo governo, a inflação foi menor nos últimos 12 meses, comparando com o fechamento de 2007. O índice de difusão, que mede a parcela de produtos que encareceram, subiu: passou de 57,6% em março para 60,7% em abril: – Mesmo que a taxa de abril fique em 0,55%, um pouco abaixo dessa prévia, será maior que o índice de 2007, fazendo subir o acumulado em 12 meses para além de 5%. Ele acredita que os alimentos comecem a subir menos, mas há outras ameaças no ar. A principal delas vem dos combustíveis. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula disse que os preços da gasolina no Brasil estão defasados e, nos bastidores, o governo já discute um reajuste. – Tudo isso pode fazer o Banco Central reavaliar o tamanho do aperto monetário – afirmou Teles.
Fonte: O GLOBO – Sábado, 26 de abril de 2008

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